TRANSITAR (com Jorge Larrosa) Parar para olhar, para escutar, para pensar Pensar mais devagar Olhar mais devagar Escutar mais devagar Parar para sentir Sentir mais devagar Demorar-se nos detalhes Suspender a opinião, o juízo, a vontade, o automatismo da ação Cultivar a atenção e a delicadeza Abrir os olhos e os ouvidos Falar sobre o que nos acontece Aprender a lentidão Escutar aos outros Cultivar a arte do encontro Calar muito Ter paciência Dar-se tempo e espaço. (agosto/2011)
Ela tinha o corpo todo tatuado por mapas Tinha o mundo no corpo. Ele era via-láctea, imensidão cósmica. Ambos eram universos a serem percorridos. No prazer somos fendas, cheiros, secreções, gotas, palavras desconcertantes. Ninguém sabe do prazer daqueles que se tocam, que abrem e mergulham em fendas escuras e porosas que sentem cheiros que dizem e gotejam. O prazer é o maior segredo dos amantes.
Moço bonito que sempre volta Inaugura uma felicidade Revive um saudade que nem se sabia saudade Deixa marcas invisíveis Transporta ao prazer da carne, o prazer se sabendo prazer A luxuria desmedida Menino-moço que sempre carrega uma paixão no peito É feminino e viril em seu modo de amar Não é de ninguém e de todas ao mesmo tempo Pequeno duende Se deus não lhe deu beleza, deu-lhe o dom da palavra, Da poesia, da alegria sempre presente Que irradia Moço bonito que sempre volta Vem amanhecer minhas noites Sonhar inverossimilhanças ao meu lado Viver um instante líquido Surrealidades Escorrer-me por entre as pernas Intranqüilizar-me Morrer em mim SÃO PAULO. Dez. 2010
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