Se conheceram numa noite fresca de uma das maiores cidades da America Latina. Se gostaram, se observaram, falaram, mas pouco se aproximaram. Dias depois a iniciativa partiu dela. Sentia por ele um desejo quente e excitante. Haviam conversado mto pouco, mas ela pensava profundamente nele, pensava em beijos, toques, carícias, no sexo que fariam com desejo e ardor. Marcaram o encontro pra uma noite no meio da semana. Ela saiu de casa num misto de euforia e medo. Daria certo? Se gostariam? Haveria afinidade nos assuntos? No sexo? Fariam sexo? Tentava sem sucesso frear os pensamentos. Tinha medo que o querer e a ansiedade atraissem a má sorte. Chegou ao lugar do encontro. Ele a estava esperando. Se aproximaram e ele imediatamente tocou sua pele e elogiou sua maciez. Passou a mão sobre seu ombro, desceu pelo braço e avançou pelas costas. Ela sentiu um leve arrepio e uma sensação boa de prazer. Um calor brando e sensual invadiu seu corpo. Pressentiu que havia desejo em ambos. Sor...
Da ausência Se você viesse todos os dias os amanheceres não teriam a cor da frescura e da ausência. Porque a ausência pode ser cintilantemente colorida e cítrica. Não haveria o desejo que repousa nas ausências verde-claras e aveludadas. Sim, porque a ausência pode ser tocada, ouvida e cheirada. Não haveria a lembrança do murmurar da respiração, do calor, do toque, das palavras. Não haveria meu canto nem o som das folhas que voam livres ou a percepção da poeira no vento e os pássaros no céu. Não haveria a borboleta que desabrocha nem a erva daninha que brota da fenda do muro. Não venhas sempre. Tua ausência-alimento-poesia é sábia.
Comentários
as fotos estão lindas também bjsjsj
que vontade de estar ai com vcs...de fazer Cine Rapadura contigo...de fazer poesia, de ver a chuva...
saudades