Se conheceram numa noite fresca de uma das maiores cidades da America Latina. Se gostaram, se observaram, falaram, mas pouco se aproximaram. Dias depois a iniciativa partiu dela. Sentia por ele um desejo quente e excitante. Haviam conversado mto pouco, mas ela pensava profundamente nele, pensava em beijos, toques, carícias, no sexo que fariam com desejo e ardor. Marcaram o encontro pra uma noite no meio da semana. Ela saiu de casa num misto de euforia e medo. Daria certo? Se gostariam? Haveria afinidade nos assuntos? No sexo? Fariam sexo? Tentava sem sucesso frear os pensamentos. Tinha medo que o querer e a ansiedade atraissem a má sorte. Chegou ao lugar do encontro. Ele a estava esperando. Se aproximaram e ele imediatamente tocou sua pele e elogiou sua maciez. Passou a mão sobre seu ombro, desceu pelo braço e avançou pelas costas. Ela sentiu um leve arrepio e uma sensação boa de prazer. Um calor brando e sensual invadiu seu corpo. Pressentiu que havia desejo em ambos. Sor...
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MÁXIMA MAGIA Madrugada, máxima magia. Me muto. Mulher, menina, me mostro: manga, madura, melada, macia. Me morde. Medo, malícia, mergulho, mistério, mistura. Me mata. Man? Menino? Muleke milgrau: manobra magrela. Muleke milgrau: marcha à margem. Mistura música, menino, menina. Movimento musical move a mudança. Me morde. Mamilo me mostra. Mistura malícia, maldade, madrugada. Magnetismo move o magma. Mímese, mistura. Madrugada – maremoto. Manhã – maresia.
O sol brilhava no céu e tingia de ainda mais azul o lindo mar de águas calmas e mornas. Na boca, um gosto de cacau, biri-biri e siriguela. A cachaça esquentava o corpo e também a alma. O açúcar da jujuba mágica ressoava no corpo... A lente da câmera não conseguia captar o real. A realidade era tão grande que rebentava a imagem: tons de azuis, água prateada, movimentos sincronizados das ondulações da água, voos de pássaros, árvores sob as águas, o leve dançar das palmeiras, tons rosados na água a espelhar o sol, aves espalhadas no chão prontas para alçar voo... Ela – real e imaginária – também rebentou. Sentiu seu corpo nu na água em conexão com todos os elementos presentes. Sentiu-se um pouco peixe, um pouco pássaro, um pouco ser erótico do mar, um pouco mais gente. Talvez seja preciso estar assim para sentir-se mais humana e para desfrutar de uma alegria também animal, natural e instintiva. Sentiu medo também. O mar era muito grande e a maré estava vazando. Foi tomada por um med...

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beijos e saudades